IA e Medicina
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Aydamari Faria-Jr

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Futuro
A IA (Inteligência Artificial) vai influenciar inúmeros campos profissionais:
as áreas da saúde, da medicina à veterinária, não são exceções.

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Presente
Contextualizando: IA na saúde não é "futurismo". Já há diversos projetos de IA sendo utilizados na saúde há alguns anos.
De 2022 para cá, os assistentes de IA (GPT e afins) popularizaram o tema e permitiram que profissionais não especialistas em Machine Learning pudessem começar a pensar em IA e suas aplicações, inclusive na saúde.

Um pouco de contexto…

As imagens abaixo exemplificam bastante o crescimento do tema "IA e Saúde": De 1968 a 2015 foram publicados 108 artigos sobre IA e saúde*. De 2015 a 2025 foram publicados 9737 artigos sobre o mesmo tema. *Query: "artificial intelligence"[TI:~4] AND (health[TI] OR healthcare[TI] OR diagnos*[TIAB])

Promessas e problemas
O problema é que com a maior disseminação das informações sobre IA, começamos a ver diversas manchetes sensacionalistas.
Já há promessas absurdas sobre o impacto da IA da saúde: propagandas de diagnósticos imediatos de todos os tipos de câncer, possibilidades de reaproveitamento de drogas como num passe de mágica e a implementação de tratamentos "infalíveis".
Isso pode ser nocivo para toda o campo da saúde: como área, quando extrapolamos e damos um passo maior que a perna, as pessoas (pacientes e profissionais) têm suas expectativas frustradas e começam a desconfiar de tudo.
Vale uma historinha: não faz muito tempo, uma pessoa vendeu a ideia de que bastaria uma gota de sangue para conseguir realizar inúmeros tipos de exames bioquímicos de forma praticamente imediata.
A ideia foi sedutora, convenceu muia gente, levantou milhões de investidores e…
…nunca saiu da promessa. Era só hype.
Por isso, é muito importante saber separar o que é hype, propaganda enganosa e afins e o que é mudança "de verdade".
MBE/PBE, ciência e IA
A historinha acima é para mostrar que precisamos manter o pé no chão. Aqui vamos dividir as iniciativas de IA em três possibilidades:
  • Hype (propaganda enganosa ou "modinha", você escolhe)
  • Usos potenciais (pode acontecer num futuro relativamente pŕoximo)
  • Usos aplicáveis ("o futuro é agora")
Nem sempre teremos critérios objetivos para separar de forma clara as possibilidades acima, mas as Práticas/Medicina Baseadas em Evidência (PBE/MBE) podem nos ajudar muito.
Este espaço tem como exatamente esse objetivo: interpretar os avanços da IA na medicina/saúde à luz das Práticas/Medicina Baseadas em Evidência (PBE/MBE); uma visão pragmática, realista e direta.

MBE - "crash course"

O que é MBE? Para entender o que é MBE de forma muito rápida, precisamos de algumas premissas antes de prosseguir: 1) Ciência - e medicina - não são sobre estabelecer certezas, mas sobre diminuir incertezas. "A Medicina é uma ciência da incerteza, e a arte da probabilidade" William Osler 2) MBE não é sobre "tem um artigo que demonstra". Tem artigo sobre praticamente qualquer coisa - e a maioria dos artigos nem sequer deveria ter sido publicada. Com as duas premissas acima, a visão "clássica" da MBE é baseada nos princípios abaixo: A melhor evidência científica disponível A experiência profissional As preferências dos(as) pacientes. Algumas pessoas têm sugerido outra proposta para MBE: o Prof. Yung Gonzaga (@yunggonzaga) incluiu o loop de decisão clínica no processo. Em resumo: MBE é, essencialmente, a i) consideração das preferências do paciente e a integração da ii) experiência clínica ao iii) corpo de evidências científicas disponíveis (filtrado por conhecimentos de epidemiologia) para o processo de iv) tomada de decisão clínica. E o que isso tem a ver com IA e saúde? Tudo. A PBE/MBE nos dá ferramentas para entender que há falhas importantes na ideia de que "diagnosticar doenças de forma mais precoce possível é SEMPRE melhor para o paciente". Não é. Diagnosticar doenças de forma muito precoce pode significar diagnosticar, investigar e tratar condições que não seriam um problema. Isso é o que chamamos de sobrediagnóstico e sobretratamento. E pode ser fonte de muitos problemas na saúde.

Letramento em IA (e saúde)
Se este espaço tem como objetivo trazer um olhar mais criterioso sobre IA e saúde, meu propósito pessoal é contribuir para divulgação científica na área de IA e medicina e IA em saúde, de forma geral.
Quanto mais conhecermos sobre IA, suas aplicações, limitações e potenciais, mais conseguiremos aproveitar as novas tecnologia.
Por isso tudo aqui é e se manterá gratuito (para você, leitor e leitora). A ideia é popularizar esse conhecimento.
Eu acredito veementemente que só a educação pode mudar o mundo.
E aí?
E aí que a proposta deste site é fazer uma curadoria do que é publicado em relação aos temas IA e saúde. A ideia é trazer as novidades e apontar potenciais problemas ou exageros nessas notícias.
Além das notícias "midiáticas", outro objetivo é trazer publicações científicas com iniciativas formais de integração de IA em processos diversos da saúde, do diagósticos à segurança dos profissionais e pacientes.
O conteúdo sobre novidades e notícias sobre IA e saúde serão postadas aqui (por enquanto): https://iaemedicina.notion.site/newsletter
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Sobre
"A vida não cabe no Lattes" (piada interna para acadêmicos e fugitivos da academia).
Meu nome é Aydamari (vulgo "Ayda"), eu gosto de tecnologia desde sempre (de cachorros e de café também).
Sou professor da UFF, PhD em Fisiologia, Mestre em Neuroimunologia e minha primeira graduação foi em Biomedicina - estou no meio da segunda gradução enquanto escrevo estas mal traçadas digitadas. Desde 1999 tento entender mais sobre neurociência cognitiva, em particular "como funciona a atenção" (como prestamos atenção no mundo). Nos últimos 10 anos, meu foco nas neurociências se direcionaram para neuroeducação - e essa é a área que mais me fascina atualmente. Inclusive, isso motiva um dos meu principais interesses IA: sua relação e potenciais aplicações em nossos processos de construção de aprendizagem.
Tenho muitos outros interesses acadêmicos e tenho colaborações profissionais que vão da infectologia à dermatopediatria, passando pela neuropediatria (e IA rsrs).
Minha relação com os ditos assistentes de IA (chatGPT e afins) começou por questões que misturavam meu interesse natural por tecnologia com questões bem práticas: eu queria saber como eu poderia aprender a usar essas novas ferramentas para conseguir melhorar diversos aspectos do meu trabalho, estudo e cotidiano. Procurei muito por cursos e formações sobre essas ferramentas mais populares de IA (chatGPT, Gemini e afins), mas só encontrei cursos muito caros e/ou superficiais. Fui estudando muito, aplicando na minha prática diária e percebi, em determinado momento, que era hora de tentar ajudar outras pessoas com meu perfil.
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