Como usar as placas
Apresente as placas em tela com brilho estável e alto (sem modo noturno ou filtro de cor ativado), iluminação ambiente discreta, a 60-80 cm dos olhos, com os óculos de grau habituais. Pergunte o que o examinado enxerga e compare com o gabarito da série. Nas placas de cancelamento, a pessoa com visão normal lê a figura e a pessoa com deficiência vermelho-verde não vê nada; nas de diagnóstico (série completa), a figura some para um dos dois defeitos e permanece para o outro. Placas de demonstração e de controle são visíveis para qualquer pessoa que compreenda a tarefa.
Limitação da via em tela: monitores comuns não reproduzem os pigmentos do teste impresso e o resultado depende de brilho e calibração. Use como triagem educativa – o diagnóstico e a classificação de tipo e grau exigem o teste impresso oficial e/ou anomaloscopia.
Referências
Birch J. Worldwide prevalence of red-green color deficiency. J Opt Soc Am A Opt Image Sci Vis. 2012;29(3):313-320 (PMID 22472762). · Choi SY, Hwang JM. Ishihara test in 3- to 6-year-old children. Jpn J Ophthalmol. 2009;53(6) (PMID 19847597). · Viénot F, Brettel H, Mollon JD. Digital video colourmaps for checking the legibility of displays by dichromats. Color Res Appl. 1999;24:243-252 (simulação usada na construção e na validação das placas). · Fanlo-Zarazaga Á, et al. Validation of a New Digital and Automated Color Perception Test. Diagnostics (Basel). 2024;14(4):396 (PMID 38396435). · AAP/AAO/AAPOS. Procedures for the Evaluation of the Visual System by Pediatricians. Pediatrics. 2016;137(1) (PMID 26644488) – triagem de visão de cores uma vez entre 3-5 anos e repetição entre 10-12 anos.
Aplicar teste
O profissional apresenta uma placa por vez e registra o que o examinado viu. Série do adulto: placas de dígitos (9 placas, 8 pontuadas). Série infantil: placas de símbolos (8 placas, 6 pontuadas, com placa de controle) – serve também para adultos não alfabetizados. A demonstração inicial treina a tarefa e não pontua. As respostas ficam somente neste navegador (nada é enviado a servidor) e podem ser limpas a qualquer momento.
Contexto de uso da série azul-amarelo (tritan): a deficiência congênita do eixo azul-amarelo é raríssima; na prática clínica, defeitos azul-amarelo são em geral adquiridos (glaucoma, atrofia óptica, neuropatias, retinopatia diabética, DMAE, causas tóxicas). Um resultado com sinais nesta série, ou queixa de confundir azul/verde e amarelo/cinza, justifica avaliação oftalmológica. Defeitos adquiridos costumam ser assimétricos (um olho mais afetado): quando possível, teste cada olho separadamente, tapando o outro. O Ishihara impresso oficial não avalia este eixo; esta série é triagem educativa em tela.
Aplicação
Adulto: pergunte “que número você vê?” e marque a resposta. Criança: peça que nomeie ou aponte a figura entre as opções. “Não viu nada” é uma resposta válida e importante.
Resultado da triagem
A classificação considera apenas as placas pontuadas; demonstração e controle registram a qualidade da aplicação.
Placas autorais do site, geradas a partir do princípio de Ishihara (edições históricas do teste, de domínio público) e da simulação de dicromacia de Viénot, Brettel & Mollon (Color Res Appl, 1999), sobre os fundamentos de Smith & Pokorny (1975). As placas não reproduzem o teste comercial de Ishihara (Kanehara) nem nenhum outro instrumento proprietário.